Neta transforma segredo passado entre gerações da família em marca de café artesanal cultivado 100% no Ceará

  • 05/11/2026
(Foto: Reprodução)
Café 100% cearense: neta cria marca inspirada em avô centenário A professora Sâmia Nápoles, de 30 anos, estreou na Exposição Agropecuária e Industrial do Estado do Ceará (Expoece), nesta terça-feira (3), ao apresentar um café cultivado e produzido 100% em solo cearense. Há pouco mais de dois meses, ela, o marido e o pai criaram a marca Café Nápoles, baseada em conhecimento intergeracional. O empreendimento foi inspirado pelo avô de Sâmia, conhecido como Chico Cravo, que morreu aos 100 anos, em 2023, e deixou para a família a missão de seguir no ramo ao qual dedicou toda a vida. Na Serra de Aratuba, em uma área de Mata Atlântica no Maciço de Baturité, a família produz um café de sombra 100% arábica, sem mistura de grãos, cultivado em sistema agroflorestal. ☕ LEIA TAMBÉM: Expoece tem exposição de animais, premiação, shows e mais; saiba o que esperar Quem é o brasileiro medalha de ouro na 'copa do mundo' de Física 🔎 O g1 visitou a Expoece na última semana para mostrar alguns destaques da feira. A exposição segue até o dia 8 de novembro, no Parque de Exposições Governador César Cals, em Fortaleza. Esta é a 70ª edição do evento, que reúne espaço de negócios, exposição de animais, shows musicais, premiações e outras atrações. 'Café fez parte da minha vida' A professora Sâmia Nápoles, de 30 anos, estreou como expositora na Exposição Agropecuária e Industrial do Estado do Ceará (Expoece), nesta terça-feira (3). Gabriela Feitosa/g1 CE Na feira, Sâmia expôs produtos feitos no sítio onde mora com a família, na Serra de Aratuba. Além do café, vendido em grãos e moído, ela também apresentou mel artesanal e biscoitos sabor café. Segundo Sâmia, o café sempre esteve presente em sua trajetória. Foi com o avô Chico que ela aprendeu a plantar, colher, separar os grãos e executar outras etapas da produção. “O meu avô trabalhava no terreno de outras pessoas. Se ele conseguisse duas latas de café, uma era do proprietário e uma era a dele. Ele passou muito tempo trabalhando assim até conseguir as terras para plantar. Desde então, ele tinha muito café e só sabia vender o grão. Recentemente, comecei a colocar o nosso café no mercado. Normalmente, o café do supermercado tem muitos aditivos. Então, quero mostrar para as pessoas um café do interior, de qualidade, e que respeita o ecossistema da mata de Aratuba”, explicou a empreendedora ao g1. A ideia inicial partiu de Sâmia e do marido, Victor Nápoles, mas toda a família participa da produção. O pai da professora trabalha há anos em cafezais e contribui com a experiência no cultivo. O café produzido no sítio cresce sob a sombra das árvores centenárias da serra. Por isso, é classificado como café sombreado. “A gente planta, colhe, coloca em uma bacia com água para separar os grãos defeituosos, escolhe os melhores para torrar. Também pilamos o café, tiramos a casca, colocamos no fogão a lenha. É tudo bem manual, tudo bem artesanal. O café só é produzido uma vez ao ano. A colheita dura mais ou menos um mês. Mas, para chegar à embalagem, leva cerca de três horas”, descreve Sâmia. Victor Nápoles, esposo de Sâmia e empreendedor. Arquivo pessoal A família comercializa o produto em grãos e moído, em embalagens de 250g, 500g e 1kg. Também lançou uma versão de 80g, que rende aproximadamente sete xícaras. Os preços variam de R$ 10 a R$ 30. Além do trabalho com o café, Sâmia está concluindo a graduação em Letras e já atua na área. Ela afirma que a rotina está mais corrida, mas diz que vale a pena levar adiante o sonho do avô. “Somos jovens empreendedores do Maciço, levando a beleza e a qualidade dos produtos que o Maciço de Baturité, a Serra de Aratuba e o Ceará têm”, resume. Mel de abelha nativa Empreendedora apresenta café artesanal e mel de abelha nativa. Gabriela Feitosa/g1 CE A família também comercializa mel de abelhas nativas criadas na propriedade. O chamado mel de uruçu amarela, produzido por abelhas sem ferrão, foi exposto em embalagens de 30 ml e 40 ml, vendidas a R$ 5. “É um sistema bem agroflorestal, bem ecológico, porque a abelha vai polinizar o café e vice-versa. A gente tem algumas colmeias na própria mata, no tronco de árvores. A gente tira o mel, tampa de volta com barro ou com o galho que ficou, e ela continua no mesmo habitat. A abelha não sai do seu habitat. E ela fica no meio do cafezal, porque tem a função de polinizar o café. Então, no nosso café também tem o trabalho das abelhas.” De acordo com a empreendedora, o cultivo do Café Nápoles é feito em sistema agroflorestal, com os cafeeiros integrados à vegetação e às árvores da propriedade. Conforme a página da marca, esse modelo de produção “valoriza a biodiversidade, proporciona sombra para os cafeeiros e contribui para a conservação do solo e do ambiente natural”. O café está disponível em diferentes torras: clara, média e escura. “O Ceará tem tantas coisas boas que você não sabe, que você não conhece. Então, Aratuba, o café, o mel produzido lá, nesse sistema agroflorestal, ecológico... Você vê a qualidade, você vê a potência do Ceará em produzir e também em levar isso adiante. Quem sabe, futuramente, o café pode ir para outras regiões do Brasil”, concluiu Sâmia. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/11/05/neta-transforma-segredo-passado-entre-geracoes-da-familia-em-marca-de-cafe-artesanal-cultivado-100percent-no-ceara.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Quem me levará sou eu

Dominguinhos

top2
2. Chuva de honestidade

Flavio Leandro

top3
3. Sebastiana

Daniel Frota

top4
4. Garimpeiro

JotAlencar

top5
5. Parte da minha vida

Fábio Carneirinho

Anunciantes