Empresário preso por racismo em boate de Fortaleza é solto em audiência de custódia

  • 25/05/2026
(Foto: Reprodução)
'Urubus' e 'macacos': homem é preso em flagrante por racismo em boate de Fortaleza O empresário Francisco Paulo Vitoriano da Silva foi solto, nesta segunda-feira (25), após ser preso em flagrante por suspeita de racismo durante uma briga em uma boate de Fortaleza. A confusão aconteceu na madrugada desta segunda, no bairro Aldeota. O empresário, de 44 anos, teria chamado dois outros clientes de “macaco” e “urubu”. O advogado de defesa do empresário enviou nota ao g1. “Em que pese a gravíssima e repugnante imputação criminal ao nosso constituinte, esclarecemos que está alicerçada em terreno arenoso, recheada de depoimentos incoerentes e desconexos da realidade, não condizente com o caráter probo e vida pregressa imaculada do mesmo”, disse Taian Lima. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp “No momento oportuno, anexaremos ao processo provas que dão guarida à narrativa defensiva”, complementou o advogado. O empresário já responde criminalmente por disparo de arma de fogo. LEIA TAMBÉM: Homem matou ex porque ela começou relacionamento novo sem avisá-lo, diz delegada Polícia prende 'ladrão de joias' que assaltou aliança de várias mulheres em Fortaleza; vídeo A Justiça concedeu a liberdade a Francisco Paulo em audiência de custódia realizada pela Justiça Estadual, com aplicação de duas medidas cautelares: proibição de frequentar o local da briga proibição de manter contato com as vítimas Após a briga na madrugada, policiais militares conduziram o suspeito à 2ª Delegacia de Polícia Civil de Fortaleza, onde foi autuado por discriminação racial e ameaça. A investigação está a cargo da Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual (Decrim). Agressões e ameaças Empresário é solto após ser preso por suspeita de racismo durante briga em boate de Fortaleza. Polícia Militar do Ceará/Divulgação Uma das vítimas de racismo (que não vai ser identificada) disse em depoimento à Polícia que estava na fila para pagar a conta, já saindo da boate, quando foi agredido na nuca pelo empresário. Ele questionou o empresário sobre a agressão, e o suspeito teria rebatido que "agrediu mesmo e pronto". A vítima disse que ficou esperando na saída da boate para questionar novamente sobre a agressão. No depoimento, a vítima reafirmou que se sentiu vítima de preconceito e acredita que a violência foi cometida por ter a pele negra. A outra vítima também (também de identidade preservada) disse que estava na fila para pagar a conta e ir embora da boate quando foi agredido verbalmente pelo empresário. O homem falou que ouviu diversas vezes a palavra "urubu" e questionou o empresário se a palavra era direcionada a ele, o que teria sido confirmado pelo autuado. Na saída, a segunda vítima encontrou um grupo de pessoas que esperavam a saída do empresário da boate para confrontá-lo. As vítimas disseram ainda que, já na delegacia, o empresário ainda ameaçou novamente as vítimas e testemunhas. No depoimento à Polícia, o empresário optou por ficar em silêncio. Ele afirmou apenas que já respondia criminalmente por outro caso e que é empresário do ramo de venda de gados há 15 anos. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/05/25/empresario-preso-por-racismo-em-boate-de-fortaleza-e-solto-em-audiencia-de-custodia.ghtml


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