80 anos da Floresta do Araripe: Conheça trilhas que fazem parte da primeira floresta nacional do Brasil

  • 02/05/2026
(Foto: Reprodução)
O Mirante do Ninho tem uma trilha com percurso de 550 metros, totalmente adaptada para pessoas com deficiência. Darlene Barbosa. Neste dia 2 de maio, a região do Cariri celebra um marco histórico. A Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi, a primeira a ser instituída no Brasil em 1946, completa 80 anos. Um dos destaques da floresta é a diversidade de trilhas (confira a lista abaixo) ​Com cerca de 38 mil hectares, a Flona abraça as cidades cearenses de Barbalha, Crato, Jardim, Missão Velha e Santana do Cariri. A floresta é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A floresta nacional nasceu com uma missão nobre: proteger as fontes de água do semiárido e frear a desertificação. Hoje, é um santuário que atrai olhares do mundo inteiro, sendo o único lar do raro Soldadinho-do-Araripe - uma ave em perigo crítico de extinção. Floresta Nacional do Araripe completa 79 anos ​🚶‍♂️ Trilhas que contam histórias (e para todos!) ​Com incontáveis trilhas e cerca de 15 mirantes, a Flona se destaca não apenas pela beleza, mas pela inclusão. Confira os destaques: ​📍 Trilha do Belmonte e Mestre Galdino (Crato) ​Com 8.700 metros, esta trilha é um convite à contemplação com diversos mirantes (Belmonte, Saco, Serrano da Pedra Branca e Corujas). É a que dá acesso à Casa Sede do ICMBIO e os mirantes possuem ampla visão da paisagem local. É dentro do Belmonte que a Trilha Inclusiva Mestre Galdino (150m) ganha destaque, adaptada com linha-guia, objetos sonoros, braille e piso especial. Pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual podem contemplar a chapada do Araripe sem dificuldades. O nome foi uma homenagem ao eterno Luiz Galdino de Oliveira, guardião da floresta e mestre da cultura popular, que morreu em 2025. Mestre Galdino dedicou sua vida à preservação dos saberes ancestrais e à valorização da cultura popular. Era referência na condução de trilhas ecológicas e na transmissão de conhecimentos tradicionais da floresta. Com 8.700 metros, esta trilha é um convite à contemplação com diversos mirantes. Yuri Alencar. ​📍 Novo Mirante do Ninho (Crato) ​A grande novidade deste aniversário. Um percurso de 550 metros totalmente adaptado para pessoas com deficiência. O mirante possui um tablado octogonal de onde se avista os imponentes paredões da Chapada, o bairro Lameiro e Juazeiro do Norte ao longe. ​📍 Trilha Mirante do Caldas (Barbalha) ​Quem visita o teleférico do Caldas também pode aproveitar para fazer uma trilha curta e acessível (450m), que fica no topo do teleférico, ao lado do borboletário. É equipada com guizos, QR Codes e placas em Libras/braille, garantindo autonomia para todos os públicos. Trilha do Mirante do Caldas é equipada com guizos, QR Codes e placas em Libras/braille. Diego Monteiro. ​📍 Trilha do Picoto (Crato a Barbalha) ​Composta por mirantes que mostram a exuberância do Cariri, a trilha é uma jornada de 11 km que atravessa o cerrado caririense de Crato a Barbalha, com umidade de até 60% em mata fechada. No final da trilha em Barbalha está o Cruzeiro do Picoto, também conhecido como Picoto do Arajara. Diz a lenda que o cruzeiro foi erguido no século XIX por um fazendeiro como agradecimento por sua família ter sido poupada de um surto de cólera. Até hoje, o local recebe celebrações religiosas e culturais em agosto. No final da trilha em Barbalha está o Cruzeiro do Picoto, também conhecido como Picoto do Arajara. Yuri Alencar. ​🎒 A Grande Aventura: 1ª Travessia Flona Araripe ​Para celebrar as oito décadas, os guias Zé da Hora e Neyson Nascimento decidiram fazer história. Eles desbravaram a 1ª Travessia da Flona, percorrendo cerca de 80 quilômetros em cinco dias. ​"O mais desafiador é caminhar com peso, mochila cargueira de mais de 20kg e acampamento. Mas este ano é simbólico demais para não tentarmos. É também uma troca enriquecedora com as comunidades locais, uma troca de experiências", afirma Zé da Hora. ​O trajeto começou em Missão Velha (Sítio Gameleira) e termina no Crato (Belmonte), passando por residências de apoio históricas como as casas da Flores, Santa Rita e Malhada Bonita. ​💡 Dicas para sua visita: ​Respeite o Silêncio: Essencial para observar o Soldadinho-do-Araripe. ​Não deixe rastro: Traga seu lixo de volta e preserve as fontes de água. ​Valorize o Guia: Acompanhado de profissionais, sua experiência de segurança e conhecimento histórico é muito maior. Os guias Zé da Hora e Neyson Nascimento percorrem cerca de 80 quilômetros em cinco dias, na 1ª Travessia Flona Araripe. Reprodução. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/cariri/noticia/2026/05/02/80-anos-da-floresta-do-araripe-conheca-trilhas-que-fazem-parte-da-primeira-floresta-nacional-do-brasil.ghtml


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